Mostras
Mostra Circuito Vivo arte.mov
A mostra realizada pelo Circuito Vivo arte.mov reúne as mais representativas obras audiovisuais exibidas neste que é o principal festival dedicado a mídias móveis do Brasil e um dos mais respeitados internacionalmente. Realizado em Belo Horizonte – MG há quatro anos o Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, recebe de todo o país, micrometragens criados com câmeras de pequeno porte ou pensados no contexto de uma cultura em que os aparelhos portáteis e as formas de difusão online ou em dispositivos móveis criam um circuito próprio.
As mostras competitivas deste Festival revelam também uma diversidade de formatos, que vão do abstrato ao narrativo, passando por vídeos com ênfase na plástica, no humor, na montagem ou em recursos de pós-produção. No conjunto, indicam uma constância da produção para mídias móveis, que parece atingir um patamar próprio e consolidar alguns contornos.
O Vivo arte.mov afirma desde sua criação a vocação em priorizar a utilização consciente das mídias móveis para fins de construção de experiências de compartilhamento de conhecimento, acesso à informação, criatividade e arte. Ao longo de suas edições esta iniciativa investiu em projetos que possibilitem ampla participação de criadores, pesquisadores e interessados de todas as regiões no país; fomentando assim uma comunidade ativa e protagonista no desenvolvimento das questões relativas à cultura da mobilidade.
Mostra Teen
Este programa reúne curtas metragens produzidos por jovens realizadores integrantes de projetos sociais de diversos estados brasileiros. A curadoria foi realizada por um grupo de oito jovens que fazem parte do projeto Telinha de Cinema, em Palmas, o primeiro núcleo de formação e incentivo a produção audiovisual brasileiro dedicado especialmente a produção de vídeos de bolso (produzidos, exibidos ou distribuídos com uso de dispositivos moveis). Hoje, esse grupo de jovens curadores faz parte do núcleo de animação e desenvolvimento de jogos educativos para celular do projeto Telinha de Cinema e alguns já atuam como monitores de novas turmas.
Nos últimos três anos o projeto Telinha de Cinema tem sido a porta de entrada ao mundo audiovisual e das novas tecnologias digitais para centenas de jovens da periferia de Palmas. O ambiente de experimentação multimídia criado pela equipe da Casa da Árvore Projetos Sociais no Jardim Aureny I, com a parceria do Instituto Vivo, é o espaço onde estudantes da rede pública de ensino, mergulham no universo de cultura e conhecimento, estudando a arte do cinema, sua função social e seu redimensionamento a partir das novas plataformas tecnológicas. Uma parte do resultado deste trabalho pode ser conferido nas séries de vídeos produzidos no Telinha, muitos exibidos e premiados em importantes festivais nacionais e internacionais. Outra parte pode ser percebida através do desenvolvimento da capacidade intelectual, no amadurecimento emocional e na promoção da participação social por parte destes jovens.
Com duração de cinco meses e uma carga horária de 12 horas/aula semanais, o curso de vídeo de bolso oferecido gratuitamente pelo projeto Telinha de Cinema atende anualmente a 80 estudantes da rede pública com idade entre 13 e 18 anos, em turmas matutinas e vespertinas. Nesse período são ministradas aulas de roteiro, produção e edição, com o uso de um material didático exclusivo.
Mostra Melhor do Chico
Esta seleção reúne vídeos premiados e os destaques do Chico – Festival de Cinema e Vídeo de Palmas, nas suas oito edições já realizadas. Nos últimos oito anos este evento, organizado pelo CIM – Centro de Imagem e do Som,reuniu o melhor da produção independente de curtas metragens brasileiros, tornando-se um dos principais eventos de cinema do Norte do País e o único evento do Estado do Tocantins integrado ao Guia Brasileiro de Festivais de Cinema e Vídeo.
Nos últimos anos o festival vem flertando com as novas tecnologias digitais. As duas últimas edições do Chico contaram com uma nova categoria, a de pocket movies, reunindo, sobretudo, novos expoentes da produção tocantinense. Em toda sua história o Chico baseou sua programação entorno de um equilíbrio entre difundir o melhor da produção brasileira de curtas metragens, sejam documentários, ficções ou animação, e servir de vitrine primeira para produções universitárias de todo o país.